GQM projeta crescimento de 50% com foco em estamparia digital e sustentável

Uma marca que surgiu com o propósito de levar a digitalização para a produção têxtil, democratizando a possibilidade de personalização dos itens. Assim é a Global Química & Moda (GQM), que em 2021 projeta um crescimento de 50% nos negócios.

Para manter o bom resultado, sobretudo no setor de estamparia digital têxtil, onde já controla cerca 70% de market share, a GQM tem um planejamento bem definido: a criação de clube de benefícios com vantagens exclusivas para os clientes, colocando seu consumidor no centro da estratégia, a aposta em centrais de vendas pelo país, para pulverizar os negócios nos principais polos de produção de moda, além de fortalecer parceria com grandes marcas internacionais. 

A frente de pulverização começou a ser desenhada em 2020 quando, além da matriz em São Paulo (SP) e das filiais em Blumenau (SC) e Gaspar (SC), a GQM abriu centrais de vendas em Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. “Atualmente são oito pontos de contato com o cliente em todo o país e a ideia é fechar o ano com 13, contemplando todos os polos têxteis”, avalia o CEO, Felipe Sanchez.

Os números positivos da marca, de acordo com Sanchez, são resultado de parcerias consolidadas que garantem à empresa um portfólio reconhecido. “Nossa primeira grande parceria global foi com a Epson. Juntos, iniciamos no país a pulverização do conceito de impressão digital no país. Em 2020 consolidamos parceria também com a Kornit Digital, marca de renome no mercado global e que tem buscado se fortalecer no Brasil. Além disso, hoje nosso portfólio também conta com outros grandes nomes da indústria de estamparia digital, como Sun Chemical, Neenah Coldenhove, e Lamberti. São máquinas, tintas e insumos que são tendência e já uma realidade em todo o mundo”, destaca o CEO da GQM;

E-commerce e marketplace ajudam a impulsionar negócios da companhia

De acordo com Sanchez, as vendas do varejo online contribuem para a perspectiva da empresa, associadas ao novo estilo de consumo do brasileiro. “Em 2020, o comércio eletrônico teve um incremento de 34% nas visitas totais, o que estimulou principalmente o varejo e o mercado da moda, que cresceu 82% neste segmento. Sabemos que o consumidor busca itens personalizados e, em contrapartida, as marcas, especialmente as menores, não querem perder investimentos com estoques superlotados. Com a impressão digital é possível produzir itens em consonância com o volume de vendas, garantindo giro de estoque, agilidade e lucratividade”, comenta.

Dados do Mercado Livre consolidam a visão do executivo: 17% dos novos compradores por e-commerce compram vestuário e 6 em cada 10, realizam uma segunda compra neste setor. No Dia das Mães de 2021, o setor também foi o que mais vendeu. Dados da Cielo apontam um crescimento de 202% nas vendas destes itens, na comparação com os resultados de 2020.

De olho nos processos sustentáveis

Outro fator que deve contribuir para o crescimento da impressão digital é o destaque que as práticas de ESG (governança corporativa, social e ambiental) ganharam no mercado nos últimos anos. Mais do que nunca, produzir com insumos ecologicamente corretos se tornou atrativo para os negócios. “Hoje comercializamos tintas e máquinas que podem chegar a 0% de utilização de água no processo de estamparia, enquanto o processo tradicional utiliza até 200 litros de água por metro estampado. Um processo limpo e com vivacidade de cores ajuda o empreendedor da indústria e do varejo de moda a se destacar. Ele pode oferecer tecidos com mais rapidez e alto índice de personalização, incluindo para o consumidor final, no momento da efetivação da compra”, finaliza.

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